SNCR: o que muda para farmácias e drogarias com o novo sistema de controle de receitas
Entenda o papel do SNCR e como a farmácia pode organizar o acesso às novas funcionalidades.
Nova fase do SNCR prevê integração com sistemas de prescrição eletrônica.
A LivePharma disponibiliza um guia ilustrado para ajudar a farmácia a organizar seu acesso ao SNCR. Veja o passo a passo e baixe o manual gratuito.
SNCR: o que muda para farmácias e drogarias com o novo sistema de controle de receitas
O Sistema Nacional de Controle de Receituários (SNCR), desenvolvido pela Anvisa, promete transformar a forma como receitas de medicamentos sujeitos a controle especial serão emitidas, validadas e dispensadas em todo o Brasil.
Criado pela RDC nº 873/2024, o sistema tem como objetivo centralizar nacionalmente o controle das numerações de receituários, aumentando a rastreabilidade das prescrições e reduzindo riscos de fraudes e falsificações.
Na prática, o SNCR permitirá acompanhar eletronicamente todo o ciclo da receita, desde sua emissão pelo prescritor até a dispensação do medicamento pela farmácia ou drogaria.
Como funciona atualmente?
Até então, cada Vigilância Sanitária estadual possuía seu próprio processo de controle e distribuição de numerações para receituários especiais.
Com o SNCR, essa gestão passa a ocorrer de forma padronizada em uma plataforma nacional, mantendo as Vigilâncias Sanitárias responsáveis pela concessão e fiscalização das numerações.
O sistema já está em funcionamento desde 2024 para utilização pelos órgãos de Vigilância Sanitária e entra agora em uma nova etapa voltada para prescritores, sistemas de prescrição eletrônica e farmácias e drogarias. As funcionalidades para farmácias foram disponibilizadas na nova etapa iniciada no final de setembro de 2026.
Nova fase: receitas eletrônicas de medicamentos controlados
A nova etapa ampliou as possibilidades de emissão eletrônica das Notificações de Receita, observadas as regras sanitárias. Os receituários físicos continuam válidos; o modelo eletrônico não elimina o papel.
O que muda para farmácias e drogarias?
A farmácia consulta os receituários eletrônicos numerados no SNCR e registra sua utilização após a dispensação. Também deve conferir assinatura eletrônica, validade e demais requisitos sanitários. Consultar o SNCR e validar a assinatura são etapas diferentes.
Quando as farmácias começaram a acessar as novas funcionalidades?
As funcionalidades de consulta e registro de utilização foram disponibilizadas na nova etapa do final de setembro de 2026. Os colaboradores precisam estar vinculados ao estabelecimento no Cadastro Anvisa e receber os perfis SNCR e SNCR-Farmácia.
O receituário físico será substituído?
Não. Os receituários físicos continuarão existindo e poderão ser utilizados normalmente.
O modelo eletrônico será implementado gradualmente e coexistirá com os formulários impressos já utilizados pelos profissionais de saúde.
O SNCR substituirá o SNGPC?
Não. O Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC) continuará em funcionamento.
Os dois sistemas possuem objetivos diferentes:
SNGPC
- Controle de estoque
- Escrituração sanitária
- Movimentação de medicamentos
- Já utilizado pelas farmácias
SNCR
- Controle de receitas
- Rastreabilidade das prescrições
- Emissão e utilização das receitas
- Nova plataforma nacional
E as receitas eletrônicas já existentes?
Receitas de Controle Especial e receitas sujeitas à retenção já podiam ser eletrônicas. A integração ao SNCR tem regras próprias de transição: não confunda o prazo para emissão pelo serviço prescritor com o prazo de validade da receita. Confira o tipo de documento, a data de emissão e as orientações oficiais antes de avaliar sua aceitação.
O que as farmácias precisam fazer agora?
Organizar os acessos no Cadastro Anvisa, habilitar os colaboradores e testar o portal SNCR. O responsável legal inicia essa preparação e pode indicar um gestor de cadastro.
Veja o passo a passo ilustrado e baixe o manual
Consulte as perguntas e respostas sobre o SNCR
Quais são os requisitos para acesso ao sistema?
Para farmácias privadas, confira a AFE ativa, o vínculo do estabelecimento e os perfis dos colaboradores. Cada usuário entra com sua própria conta gov.br. O e-CNPJ pode ser necessário na vinculação da empresa; não é o método de login cotidiano de cada colaborador. Farmácias públicas devem seguir as orientações específicas da Anvisa.
Onde encontrar materiais de orientação?
A Anvisa já disponibilizou manuais, cartilhas e materiais de orientação. O guia LivePharma reúne as etapas de cadastro com imagens e links de acesso.
Impactos para o setor farmacêutico
O SNCR representa uma das maiores mudanças regulatórias dos últimos anos para o controle de medicamentos sujeitos a controle especial.
A expectativa é aumentar a segurança das prescrições, reduzir fraudes, melhorar a rastreabilidade das receitas e fortalecer o controle sanitário em todo o país.
O LivePharma acompanha continuamente a evolução do SNCR e as orientações oficiais da Anvisa para apoiar seus clientes na preparação para atender às novas exigências regulatórias e operacionais do mercado farmacêutico.
Existe integração direta com o ERP da farmácia?
A API anunciada pela Anvisa em 01/10/2026 atende aos serviços de prescrição eletrônica. Até a revisão deste conteúdo, em 07/10/2026, não foi identificada uma integração oficial disponibilizada para os ERPs de farmácias automatizarem consultas e registros de utilização no SNCR, nem prazo oficial para essa integração específica. O fluxo orientado às farmácias é realizado pelo portal SNCR.