SNCR

Publicado em 21/05/2026 • Equipe LivePharma

SNCR: o que muda para farmácias e drogarias com o novo sistema de controle de receitas

Nova fase prevê emissão eletrônica das receitas de controlados.

Farmacêutica utilizando sistema relacionado ao SNCR da Anvisa para controle de receitas

Nova fase do SNCR prevê integração com sistemas de prescrição eletrônica.

SNCR: o que muda para farmácias e drogarias com o novo sistema de controle de receitas

O Sistema Nacional de Controle de Receituários (SNCR), desenvolvido pela Anvisa, promete transformar a forma como receitas de medicamentos sujeitos a controle especial serão emitidas, validadas e dispensadas em todo o Brasil.

Criado pela RDC nº 873/2024, o sistema tem como objetivo centralizar nacionalmente o controle das numerações de receituários, aumentando a rastreabilidade das prescrições e reduzindo riscos de fraudes e falsificações.

Na prática, o SNCR permitirá acompanhar eletronicamente todo o ciclo da receita, desde sua emissão pelo prescritor até a dispensação do medicamento pela farmácia ou drogaria.

Como funciona atualmente?

Até então, cada Vigilância Sanitária estadual possuía seu próprio processo de controle e distribuição de numerações para receituários especiais.

Com o SNCR, essa gestão passa a ocorrer de forma padronizada em uma plataforma nacional, mantendo as Vigilâncias Sanitárias responsáveis pela concessão e fiscalização das numerações.

O sistema já está em funcionamento desde 2024 para utilização pelos órgãos de Vigilância Sanitária e entra agora em uma nova etapa voltada para prescritores, sistemas de prescrição eletrônica e, futuramente, farmácias e drogarias.

Nova fase: receitas eletrônicas de medicamentos controlados

A próxima etapa do SNCR prevê a emissão eletrônica das Notificações de Receita, integrando em um único ambiente digital a numeração do receituário, a prescrição e o registro de utilização.

Para viabilizar essa operação, a Anvisa iniciará a disponibilização das ferramentas e recursos necessários para integração dos sistemas de prescrição eletrônica à plataforma.

Os receituários físicos continuarão válidos e poderão ser utilizados normalmente. Neste primeiro momento, eles coexistirão com o modelo eletrônico.

O que muda para farmácias e drogarias?

As farmácias passarão a participar diretamente do processo de validação das receitas eletrônicas de medicamentos controlados.

Entre as principais responsabilidades previstas estão:

  • Validar a autenticidade da receita eletrônica;
  • Confirmar os dados do prescritor;
  • Registrar a dispensação do medicamento;
  • Realizar a baixa eletrônica da receita;
  • Impedir a reutilização da mesma numeração de receituário.

Com isso, a farmácia passa a desempenhar um papel fundamental no encerramento do ciclo da prescrição dentro do sistema nacional.

Quando as farmácias passarão a utilizar o SNCR?

Neste momento, a Anvisa trabalha na integração do SNCR com as plataformas de prescrição eletrônica.

Somente após essa etapa será liberado o acesso para farmácias, drogarias e demais estabelecimentos dispensadores.

O cronograma definitivo de implantação e os prazos de adequação serão divulgados pela Anvisa nas próximas fases do projeto.

O receituário físico será substituído?

Não. Os receituários físicos continuarão existindo e poderão ser utilizados normalmente.

O modelo eletrônico será implementado gradualmente e coexistirá com os formulários impressos já utilizados pelos profissionais de saúde.

O SNCR substituirá o SNGPC?

Não. O Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC) continuará em funcionamento.

Os dois sistemas possuem objetivos diferentes:

SNGPC

  • Controle de estoque
  • Escrituração sanitária
  • Movimentação de medicamentos
  • Já utilizado pelas farmácias

SNCR

  • Controle de receitas
  • Rastreabilidade das prescrições
  • Emissão e utilização das receitas
  • Nova plataforma nacional

E as receitas eletrônicas já existentes?

Receitas eletrônicas de Controle Especial, antimicrobianos e medicamentos agonistas de GLP-1 poderão continuar sendo emitidas.

Após a disponibilização da integração com o SNCR, essas receitas deverão ser emitidas de forma integrada à nova plataforma.

Receitas emitidas anteriormente à integração poderão continuar sendo aceitas pelas farmácias durante um período de transição de até 30 dias.

O que as farmácias precisam fazer agora?

Neste momento, não existe nenhuma ação obrigatória para farmácias e drogarias.

As funcionalidades destinadas aos estabelecimentos dispensadores ainda serão disponibilizadas pela Anvisa.

O mais importante é acompanhar as próximas atualizações e orientações oficiais sobre o cronograma de implantação.

Quais serão os requisitos para acesso ao sistema?

Segundo as informações divulgadas pela Anvisa, os estabelecimentos deverão possuir sua documentação regularizada.

Entre os requisitos previstos estão:

  • e-CNPJ válido;
  • AFE ativa e regularizada;
  • Cadastro atualizado do estabelecimento;
  • Conta GOV.BR dos responsáveis legais;
  • Integração dos sistemas de prescrição eletrônica ao SNCR.

Para farmácias públicas e dispensários, também será exigido cadastro no CNES.

Haverá treinamento?

Sim. A Anvisa informou que disponibilizará manuais, materiais de apoio, orientações técnicas e webinares para auxiliar todos os envolvidos na adaptação ao novo sistema.

Impactos para o setor farmacêutico

O SNCR representa uma das maiores mudanças regulatórias dos últimos anos para o controle de medicamentos sujeitos a controle especial.

A expectativa é aumentar a segurança das prescrições, reduzir fraudes, melhorar a rastreabilidade das receitas e fortalecer o controle sanitário em todo o país.

O LivePharma acompanha continuamente a evolução do SNCR e as futuras especificações técnicas da Anvisa para garantir que seus clientes estejam preparados para atender às novas exigências regulatórias e operacionais do mercado farmacêutico.

💡 Quer entender melhor o SNCR?
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